quarta-feira, 21 de julho de 2010

Amor de alguém no plural

Deve ser mais fácil para o poeta falar de amor, talvez porque o amor seja um sentimento verdadeiro e só quem sente isso pode saber o significado do que é estar amando. Acho que os românticos, me refiro aos poetas, são os mais originais, afinal, falam de algo verdadeiro, que só os mesmos puderam presenciar, sentir, extrair a essência da forma mais pura possível para a linguagem verbal, não-verbal, muda, enfim, para qualquer linguagem.
O ser amado, idealizado, as vezes maltratado, hipnotizado, calado, apaixonado, emocionado, sentimentalizado, atordoado de desejos com um só olhado, parado, de que lado ? Jorge amado. Sim, Jorge, menino Jorge, poeta Jorge, que tem amado, amado até no sobrenome, escreveu romances de grande fama, ganhou nome, um tanto safado para o sujeito homem, inteligente, bem humorado, as vezes largado, coisa de baiano, gosta de viver e de descansar pra viver um pouco mais.
Romantismo, 3 fases, o início, o meio, o fim, ou não, o que separa os três são apenas vírgulas, tempos, palavras e acontecimentos, as histórias de amor acontecem, não pairam sobre um destino cronológico.
Que confusão, já nem sei mais definir o amor no meio de tanto turbilhão de informação, pairei no delírio, vou deixar de procurar tanta definição pra minha sutíl consciência, vou me entregar á sorte da vida.
Acho que prefiro amar do meu jeito, meu jeito único de amar alguém, de abraçar alguém, de beijar alguém...
de fazer feliz alguém.

Felipe Abreu

terça-feira, 20 de julho de 2010

Poesia de Alguém

Quem é um cara triste,
quem conhece também fica triste,
sua história inexiste,
nos contos, nos versos, nos palcos e nos filmes.
Quem não sabe se explicar,
acaba fazendo controvérsia,
é sujeito escaleno,
tipo Manoel de Barros,
tem mútiplas faces,
tal como Fernando Pessoa,
é gauche na vida,
assim como Drummond,
Quem tá cansado de ser poeta,
Quem só quer ser feliz,
e largar essa tristeza,
porque vida de poeta é colocar crítica na mesa,
Quem não quer falar de amor,
Quem quer amar.
Mas sabe Quem que não pode se 'despoetizar'
pois Quem conhece seu destino,
e poeta não desiste da luta,
poeta não deixa de retrucar.
E por sinal, quem me perguntou alguma coisa ?

Felipe Abreu

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Desafios

Caminhos, escolhas, momentos
guardei o que viví
            o que sentí
não esquecí
    de fato estou sofrendo
por abandonar o meu melhor momento
em troca da vida que eu nunca quis
São caminhos, sem volta
estradas longas, sem retorno
sem placas pra sinalizar
       que transtorno
onde a ultrapassagem é perigosa e cautelosa
Pequenas escolhas
                            ah, tão pequenas
levaram-me a uma rua sem saída
pichada de momentos
recheada de escolhas
a qual me restara uma alternativa
romper as barreiras do destino.

Felipe A.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

entrelinhas

Alguém especial entra na sua vida, e aí você não sabe dizer o que sente, mas sabe que é bom...

Lamento, mas um lamento de não poder compartilhar todos os momentos com quem você realmente gosta...

Inesquecível é cada segundo que vai passando na aurora da sua felicidade, suspiros, paixão...

Nunca, em hipótese alguma, esquecerei ou me arrependerei de tudo o que fiz com você...

Não sei se o futuro é certo, mas a incerteza do mesmo torna maior a vontade de ser feliz contigo...

Esperança, só me resta ela, acreditar que ainda poderei te abraçar e quem sabe te fazer feliz...

Reestruturar, descobrir, faz parte do destino, alcançar seus objetivos, ir além do possível e ser persistente, não importa o que aconteça, não pare de lutar por aquilo que desejas, seja feliz!

Felipe A.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Aparências

Olho a minha volta e vejo que o tempo passou, nas entrelinhas da incessante e poética vida enxergaste a luzente aurora que vieste do mais escuro labirinto das trevas, só aquele que acredita em milagres pode entender o significado dos mais incrédulos acontecimentos da vida. O beija-flor que pousa e permanece quieto, em silêncio, sem um mínimo bater de asas, significaste tanto para alguns e tão pouco para outros, porque não crêem ? Credes tu que pode o homem voar ao infinito e além, subir na mais alta montanha do mundo sem o mínimo esforço, dar a volta ao mundo a pé sem se queixar de algum cansaço ? Por que ora bolas não consegue ver que o impossível as vezes é mais possível do que parece ? Irônico é poder fazer e não querer. O homem de 2010 não quer mais querer, o triste fim do beija-flor está próximo, a montanha se desfaz lentamente, o homem morre de cansaço com poucos quilômetros de andada, triste fim, esse é o homem do século, o homem inerte.

Felipe Abreu :)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Constelação progressiva

A capacidade de evolução é infinita para qualquer pessoa, tão infinita quanto as estrelas do céu. Mas para enxergar estrelas é preciso que o céu esteja límpido, e que haja um mero esforço de olhar para a abóbada celeste a procurar os caminhos certos, tal como o homem. Seguir um caminho, achar o destino, esse é o ciclo estrelar que na escura e fria noite torna as sombras porto celestial de amores, iluminado pela luz que o homem não fizera mas pode desfrutar sem rancores, pois não se paga por uma luz do céu, uma luz do céu é eterna, é infinita, ao menos para quem acredita. 
Nasce a estrela-mãe, tão meiga e solitária, quase imperceptível aos olhos dos homens. Cresce a estrela-mãe, seu brilho ecoa tão forte no universo que os olhos das pessoas se assemelham aos orientais para enxergá-las *risos*. Reproduz-se a estrela-mãe. Reproduz-se a estrela-mãe. Reproduz-se a estrela-mãe:
- Ok, já entendí*impaciente*, brilhante idéia da reprodução.
A estrela-mãe não está mais sozinha, colocou estrelas no mundo assim como fez Maria, agora a celeste imensidão brilha tanto a noite quanto ao dia.
A estrela-mãe vive, vive, vive, e depois, ela continua a viver, uma mãe estrela nunca morre de verdade, sempre está presente, porém, a evolução do homem tornou o mundo um tanto obscuro, e agora, as mães também morrem.
Ainda bem que sou estrela.


Felipe Abreu

Faces eternas

A ideologia do poeta não é a mera capacidade de emitir versos rimados ou prosas impactantes, é muito mais que um simples dizer. É interrogar as duas faces da moeda, compreendendo a veracidade, mesmo que filosófica, da realidade existente. A beleza está só no verso, porque a lição passada pela beleza é dura, hostil, pode até mesmo causar dor e angústia, trazer lembranças de tempos inóspitos de fontes incuráveis. Mas para que tanto sofrimento, ó vida? Onde estará a felicidade? Ah, se eu soubesse, se as idologias soubessem onde encontrar a solução universal talvez estariam todos felizes, pois o mundo se move pela capacidade de diferenciar-se um ser do outro, criando um ciclo de inconsistência das visões humanas. Se nem a psicanálise conseguiu explicar diversas faces da humanidade, quem sou eu para explicá-las? 
             Estou aqui justamente para aceitá-las ou criticá-las, infelizmente não hei de modificá-las.

Felipe Abreu

domingo, 30 de maio de 2010

"inDireitos"

A carne é fraca, da favelização o mundo me tornou o que hoje sou, e se hoje contemplo o poder é da necessidade de comer, alimentei minha mente com falsas esperanças, agora só recebo projétil de lembrança, vida de cão, vida sem céu, nem no purgatório vou passar como réu, minha pena é pena de morte, cadeira elétrica ? PIOR, mas eu sou forte, pago pelos erros que cometi antes da morte, vejo helicóptero mandando holofote, querendo me buscar pra me enjaular, mas eu não sou bicho e nem tão fácil vou virar, porra, que merda, os 'homi' me pegaram e me jogaram na cela, acabou, chegou o meu fim, a pena que Deus deu é por tudo o que fiz, penso nas crianças, penso na patroa, lembro da minha mãe me ensinando muitas coisas boas, mas me joguei no mundo do crime, no mundo da perdição e acabei sem limites, peço o perdão divino, pois não quero ir pro além sem me mostrar arrependido, entrei no mundo errado e não tive como sair, fim de jogo, game over, larguei o controle A minha vida foi de looser, O meu caminho percorrí, muitas pedras eu quebrei e só queria um dia ter tudo o que sonhei, vida digna, família, amor e amizade, construiria o meu mundo e viveria das verdades mas o mundo me negou o direito de viver e hoje estou partindo pra não ter mais que sofrer.

Felipe Abreu

(rascunho, sujeito a mudanças.)

email: fsafs2005@hotmail.com
Quem quiser enviar texto ou me adicionar mesmo fique a vontade.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Corações Celestiais

Amai-me na tristeza da vida
que em momentos me flagelou
e de tão bela e formosa querida
esquecí-me e curei com amor.

Face trêmula de divindade,
teu olhar me hipnotizou,
fez-se caras de diferentes verdades
que enfim morreram de amor.

Tu vais onde jamais ninguém esteve,
vai além do meu pensamento,
enxerga o futuro, o presente
e compartilha eternos momentos.

Ternura que deslumbra meus olhares,
com tamanha beleza celestial,
asas que batem em ritmo incessante
e tímido a todo o instante astral.

Comigo levo no peito a
intensa vontade de amar,
pois liberto de mim a paixão
e meus desejos não posso negar.

Faça que um anjo caia do céu
para em  momentos proteger-lhe,
pois o que o destino reservou ao amor
permanece infinito no coração de quem deseje.

Felipe Abreu

terça-feira, 25 de maio de 2010

Visões

Dos farrapos vê-se o homem,
o homem que ninguém vê,
entre becos escuros na meia noite,
caminha com frio o invisível,
e ninguém vê.

Ao meio da rua estende a mão,
deitado na praça peleja uma ceia,
aquilo que Jesus ensinou a não negar,
e se nega sem nenhum sentimento,
e todo mundo vê.

Ao meio da rua, da praça, estende a mão,
e todo mundo vê,
mas cadê ?
Correu e ninguém viu,
só porque ninguém quer ver.

Nascidos da mãe Terra,
neste mundo cego e sorridente,
feliz é quem nem vê,
pois se visse metade do mundo,
daria tudo pra cego voltar a ser.

Encaraste esse poema,
que de nada vai lhe servir,
só fala do mundo seu,
mundo seu,
que você não vê.


Felipe Abreu